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DIA
DOS NAMORADOS
O
Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é
uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união
amorosa entre casais sendo comum a troca de cartões
e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as
tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é
comemorada no dia 12 de junho.
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História
A
história do Dia de São Valentim remonta a
um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim.
A associação com o amor romântico chega
depois do final da Idade Média, durante o qual o
conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio
II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando
que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou
secretamente, apesar da proibição do imperador.
A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado
à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe
enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam
no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento
da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega
de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão.
Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem
de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado”
ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a
data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca
a véspera de lupercais, festas anuais celebradas
na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio)
e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival
era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam
pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de
couro de cabra para assegurar a fecundidade.
Outra versão diz que no século XVII, ingleses
e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim
como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada
um século depois nos Estados Unidos, tornando-se
o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se
que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento
dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média
usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor
na soleira da porta do(a) amado(a).
Atualmente, o dia é principalmente associado à
troca mútua de recados de amor em forma de objetos
simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta
de um coração e a figura de um Cupido com
asas. Iniciada no século XIX, a prática de
recados manuscritos deu lugar à troca de cartões
de felicitação produzidos em massa. Estima-se
que, mundo fora, aproximadamente mil milhões (Portugal)
(um bilhão no Brasil) de cartões com mensagens
românticas são enviados a cada ano, tornando
esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se
estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos
os presentes no Brasil.
O dia de São Valentim era até há algumas
décadas uma festa comemorada principalmente em países
anglo-saxões, mas ao longo do século XX o
hábito estendeu-se a muitos outros países.
Data no Brasil
No
Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por
ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António,
santo português com tradição de casamenteiro.
A data provavelmente surgiu no comércio paulista,
quando o comerciante João Dória[5] trouxe
a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia
se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação
com o Dia de São Valentim — que nos países
do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é
utilizada para incentivar a troca de presentes entre os
apaixonados.
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| Para
você pensar... |
NÃO
TENHO TEMPO
Sabe meu filho,
Até hoje não tive tempo pra brincar com você.
Arranjei tempo pra tudo, menos pra ver você crescer,
Nunca joguei dominó, dama, xadrez, ou batalha naval
com você.
Percebo que você me rodeia,
Mas sabe, sou muito importante e não tenho tempo...
Sou importante para números, convites sociais,
Uma série de compromissos inadiáveis...
E largar tudo isso, pra sentar no chão com você...
Não, não tenho tempo!
Um dia você veio com o caderno da escola para o meu
lado,
Não liguei, continuei lendo o jornal.
Afinal, os problemas internacionais, são mais sérios
do que os da minha casa.
Nunca vi seu boletim, nem sei quem é a sua professora,
Não sei nem qual foi sua primeira palavra.
Também, você entende... Não tenho tempo...
De que adianta saber as mínimas coisas de você,
Se eu tenho outras grandes coisas a saber?
Puxa, como você cresceu!
Você já passou da minha cintura. Está
alto!
Eu não havia reparado nisso.
Aliás, não reparo quase nada, minha vida é
corrida.
E quando tenho tempo, prefiro usá-lo lá fora.
E se uso aqui, perco-me calado diante da TV,
Sabe, meu filho...
A última vez que tive tempo pra você, foi numa
cama,
Quando o fizemos!
Sei que você se queixa,
Sei que você sente falta de uma palavra,
De uma pergunta minha, de um corre - corre, de um chute
na sua bola.
Mas eu não tenho tempo...
Sei
que você sente falta do abraço e do riso,
Do andar a pé até a padaria pra comprar guaraná,
Do andar a pé até o jornaleiro pra comprar
"Pato Donald",
Mas sabe, há quanto tempo que não ando a pé
na rua?
Não tenho tempo...
Mas você entende, sou um homem importante,
Tenho que dar atenção à muita gente,
Dependo delas... Filho, você não entende de
comércio...!
Na realidade sou um homem sem tempo!
Sei que você fica chateado,
Porque as poucas vezes que falamos, é monólogo,
só eu falo.
E noventa e nove por cento é bronca:
Quero silêncio, quero sossego!
E você tem a péssima mania de vir correndo
sobre a gente,
Você tem a mania de pular nos braços dos outros.
Filho, não tenho tempo de abraçá-lo,
Não tenho tempo de ficar com papo furado com criança.
Filho, o que você entende de computador, comunicação,
cibernética, racionalismo?
Você sabe que é Marcuse, Mac Luan?
Como é que vou parar pra conversar com você?
Sabe filho,
Não tenho tempo, mas o pior de tudo,
O pior de tudo é que...
Se você morresse agora, já, nesse instante.
Eu ficaria com um peso na consciência, porque até
hoje,
Não arrumei tempo pra brincar com você,
E na outra vida, por certo,
Deus não terá tempo de me deixar, pelo menos,
vê-lo!
por:
Neimar de Barros - 04/07/1981
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